Investimento em arte: 5 dicas para os interessados

Você sabia que é possível fazer investimento em arte? Muitos não conhecem essa possibilidade e não fazem noção de quanto podem alcançar com isso.

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Essa é uma abordagem que muitos vêm descobrindo, e é algo que vai muito além dos números e gráficos que nos lembram os investimentos.

Nesse tipo de ativo alternativo você leva em consideração a apreciação estética e o retorno financeiro em potencial.

O que é investimento em arte?

O investimento em arte refere-se à prática de adquirir obras de arte, como pinturas, esculturas, fotografias, ou outras formas de expressão artística, com a expectativa de obter retornos financeiros no futuro.

Ao contrário de investimentos mais tradicionais, como ações ou títulos, o investimento em arte é único devido à sua natureza tangível e à valorização subjetiva associada a cada obra.

Para muitos a arte tem sido uma forma interessante de diversificar os seus portfólios de investimentos, protegendo-se contra possíveis riscos que estão sujeitos em outros mercados.

Além de serem um tipo de investimento físico e da sua tangibilidade, os investidores poderão também expor e exibir essas obras de arte para apreciação.

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Outro ponto característico nas obras de arte é a subjetividade do valor, para algumas pessoas elas podem valer muito e para outras nem tanto, e a própria reputação do artista é um fator que vai influenciar diretamente no valor.

Outras coisas que podem influenciar o valor é a significância cultural, estilo de arte e a própria demanda de mercado.

Depois da compra o valor de uma arte pode aumentar com o tempo, ainda levando em conta esses mesmos fatores mencionados anteriormente. E isso trará a oportunidade dos investidores obterem lucros altos ao venderem a obra.

Mas não podemos esquecer de mencionar os riscos que, como em qualquer transação bancária, não deixarão de existir. Sendo o principal deles a volatilidade dos preços, mudanças nas preferências de mercado e autenticidade das obras.

É importante destacar que o investimento em arte pode ser mais apropriado para investidores que valorizam a arte como uma forma de expressão, além de buscar potencial retorno financeiro.

A avaliação cuidadosa, pesquisa e, em alguns casos, a orientação de especialistas são fundamentais ao entrar no mercado de arte.

Como funciona o investimento em arte no Brasil?

A arte sempre foi valorizada ao longo dos séculos, e mesmo que essa apreciação caia por certo tempo, ela sempre volta e com tudo!

E nos últimos anos estamos experimentando uma valorização e apreciação ainda maior da arte, o que nos leva de volta aos investimentos em arte que podem ser muito lucrativos a longo prazo.

Mas como isso funciona no Brasil?

No Brasil você pode investir nesse tipo de ativo de duas formas diferentes, a primeira delas sendo através da compra direta, e a segunda por meio de investimentos em fundos de arte.

A compra direta pode ser realizada através de compras feitas diretamente com o artista, em galerias de arte ou em leilões. Mas com as redes sociais, fica ainda mais fácil apenas entrar em contato com um artista e realizar o processo de compra.

Já na segunda opção você pode fazer um investimento em fundo de arte, um tipo de veículo que vai investir em uma carteira de obras de arte. 

5 dicas para quem quer fazer investimento em arte

E se você está interessado no assunto e pretende fazer investimento em arte, nós temos algumas dicas valiosas para compartilhar com você antes de entrar nesse meio.

1 – Faça pesquisas

Antes de começar a investir, eduque-se sobre o mercado de arte. Aprenda sobre diferentes movimentos artísticos, artistas renomados, e as tendências atuais e passadas. A pesquisa sólida é a chave para tomar decisões informadas.

E assim que seus olhos brilharem para alguma obra de arte pesquise tudo o que puder sobre o artista, sua reputação e seu trabalho.

Se tiver à sua disposição livros e conteúdos que possam te educar e aumentar o seu conhecimento, também é uma ideia utilizá-los.

2 – Visite galerias e exposições

Outra ótima dica é visitar galerias e exposições, que possam te auxiliar a desenvolver um olhar mais crítico e compreender os diferentes estilos e qualidades das obras.

Conforme você vai vivenciando esse meio poderá ficar mais expert no assunto e identificar movimentos artísticos apenas por olhar uma obra, isso vai ajudar a entender suas preferências antes de dar o primeiro passo.

3 – Seja paciente

Se você vai passar a direcionar o seu investimento em arte e nesse mercado, você precisa ter em mente que a paciência é obrigatória no meio artístico.

Uma obra pode ter várias flutuações ao longo dos anos e a liquidez desse ativo alternativo pode não ser tão fácil como a de outros tipos de investimentos.

Pode demorar anos até que você consiga vender a sua obra de arte adquirida por um valor que faça sentido para você, então se prepare para uma liquidez bem demorada.

4 – Considere Investir em Novos Artistas

Obras de artistas menos estabelecidos podem ter preços mais acessíveis inicialmente e, se o artista ganhar reconhecimento, o valor das obras pode aumentar.

Pode ser uma estratégia às cegas, mas que ao longo prazo poderá trazer retornos significativos para você.

5 – Estude os trâmites legais

O processo de aquisição de uma obra de arte pode envolver vários trâmites legais, como o certificado de autenticidade que deve acompanhá-la. Isso é uma forma de demonstrar que a sua arte adquirida realmente veio de tal artista.

Muitas pessoas, para mais questões de segurança, tiram fotos com os artistas, anotando datas, CPF e até o preço da obra, para poder ver o quanto ela foi valorizada e também como meio de comprovar.

Além disso, a sua obra precisa ser declarada à Receita Federal, todas as atividades relacionadas à tributação precisam estar em dia, caso contrário ela nem poderá ser vendida.

Lembre-se de que o investimento em arte pode ser um compromisso a longo prazo. Esteja preparado para apreciar suas obras de arte enquanto espera por potenciais retornos financeiros. Como em qualquer investimento, a paciência e a diligência são essenciais.